
Na próxima sexta-feira, dia 23 de Maio, pelas 21h30, no Edifício Cultural da Câmara Municipal de Peniche, serão apresentados os produtos finais de Área de Projecto da turma 12ºCT3, da Escola Secundária de Peniche.
O primeiro projecto a ser apresentado denomina-se “O Planalto das Cesaredas como um pólo de desenvolvimento do concelho de Peniche” e pretende apresentar o potencial turístico do referido local, tendo em conta as possibilidades para o desenvolvimento do concelho
Em seguida seguir-se-á a apresentação do projecto “Sensibilização e Prevenção Rodoviária”. O grande objectivo deste projecto é educar e consciencializar as diferentes faixas etárias para um problema social – a falta de civismo nas estradas. Deste modo, a apresentação pretende não só sensibilizar e informar acerca da situação rodoviária do concelho de Peniche, como também divulgar o conjunto de actividades que têm sido desenvolvidas numa perspectiva direccionada para a educação rodoviária junto de crianças.
Contamos com a sua presença!
Chegado o final do 2º Período, o grupo foi submetido ao segundo momento de avaliação, relativamente ao desempenho particular de cada elemento no cumprimento das diversas tarefas desenvolvidas ao longo desta fase:
Classificação
André Sousa 14 valores
Bruno Maia 18 valores
Cláudia Santos 15 valores
Joana Cipriano 16 valores
1. Introdução e enquadramento
A elaboração deste relatório surge da necessidade de proceder a uma introspecção e averiguação do desenvolvimento do projecto, ao longo de todo o período.
Como tal, apresentamos a descrição do que foi feito até agora, explicitando a metodologia usada para o fazer, e quais as dificuldades e obstáculos encontrados ao longo do processo de desenvolvimento do projecto.
De forma sintética, pretendemos apresentar as etapas que considerámos que contribuíram para o progresso do projecto ao longo do 2º período.
Tentámos não só reflectir criticamente acerca do progresso do nosso projecto como também perspectivar o seguimento do mesmo no futuro, até à apresentação dos produtos finais.
2. Evolução do projecto
2.1. Reflexão sobre o que se fez ao longo do 2º período
Ao longo do 2º período o grupo de trabalho progrediu em relação aos objectivos a que se propôs. No entanto, ainda nos falta concluir o tratamento de toda a informação recolhida.
O tratamento de informação é realmente “a pedra no sapato” que tem preocupado o grupo: Há informação a mais, e o tempo já não é muito. A falta de hábitos de análise e tratamento de documentos em grupo também não facilitou o processo de tratamento da informação. Todavia, o grupo considera que a exequibilidade do projecto está garantida. Continuamos a acreditar que se trata de um projecto viável, e com o empenho de todos os elementos conseguir-se-á seguir o planeamento original e concretizar os diversos produtos finais inicialmente pensados.
A visita à gruta que se encontra selada e que pretendemos visitar não se realizou neste 2º período, pois são necessárias algumas autorizações por parte de várias entidades, e também disponibilidade para efectuar tal visita – outro objectivo adiado para o 3º período.
2.2. As aulas
É nas aulas que a maior parte do trabalho deve-se desenvolver, ainda que nesta fase do desenvolvimento do projecto, tenhamos trabalhado mais em tempo extra-aula – por iniciativa e opção própria.
Pensámos então ser importante incluir neste relatório algumas considerações acerca das aulas, de modo a reflectir sobre a forma como as aproveitámos.
Neste segundo período, as aulas foram usadas mais como um espaço de reunião e debate, onde os elementos do grupo foram conversando e planeando os desenvolvimentos seguintes do projecto, mas desenvolvimentos estes a efectuar fora de aula. Isto aconteceu especialmente por dois motivos; por um lado, o tratamento de informação em aula e em grupo revelou-se uma tarefa bastante complicada de executar. Mesmo com o que pretendíamos fazer em cada aula bem planeado, as aulas acabavam por ter pouco rendimento. Como tal, passámos a dividir as tarefas nas aulas, e fora destas desenvolvemos o projecto. Por outro lado, o facto de estarmos a estudar um local, obrigou-nos a fazer visitas de reconhecimento, e como tal, algumas aulas foram despendidas a planear as referidas visitas.
Também houve a aula dedicada à actividade prático-laboratorial que poderia ter sido melhor aproveitada, se não houvesse esquecimento de algum material.
Por um lado, há que referir que a boa assiduidade dos alunos e a sua coordenação, têm mantido o projecto a desenvolver-se a um bom ritmo, sem haver entraves causados por situações de irresponsabilidade.
Porém, por outro lado, por vezes a falta de meios (tecnológicos, por exemplo, tal como a disponibilidade dos computadores) faz que algumas aulas sejam pouco produtivas, o que nos faz despender ainda mais tempo extra-aula a trabalhar para a disciplina.
De qualquer forma, de um modo geral, ainda que com a consciência que o tempo de aula devia ser aproveitado de outra forma, acreditamos que as aulas neste 2º período foram bem aproveitadas.
2.3. Actividades extra-aula
Como já referido, ao longo deste período, muito do trabalho para o projecto foi realizado fora das aulas.
Há que referir dois tipos de actividades extra-aula: por um lado existe todo o processo de tratamento de informação e consequente produção de textos; por outro, há que considerar as visitas de reconhecimento ao Planalto das Cesaredas.
Relativamente ao tratamento de informação e consequente produção de textos, como já referido na reflexão anteriormente apresentada, a forma que o grupo considerou melhor para proceder aos supracitados foi utilizar tempo extra-aula. Justificamos a nossa escolha defendendo que é mais produtivo trabalhar com mais liberdade, com mais silêncio, no conforto do lar e sem tantas limitações de meios tecnológicos ou de tempo. Porém, também entendemos que, assim, os vários textos produzidos apresentarão recursos de linguagem distintos, devido à diferença de autores e seus respectivos conhecimentos de Português. O nível de conhecimentos sobre os vários temas por parte dos elementos do grupo também não será o mesmo, tornando-se mais díspar.
Em relação às visitas de reconhecimento ao Planalto das Cesaredas, como pretendemos estudar a região, a fim de a conhecermos melhor, considerámos forçoso visitá-la várias vezes. A fim de fazer filmagens e de fazer um bom levantamento fotográfico da zona, bastante tempo tem sido despendido neste tipo de visitas.
2.4. Dificuldades sentidas ao longo do 2º período
A principal dificuldade encontrada já foi apresentada de forma completa em “2.2 As aulas”: A falta de hábitos de análise e tratamento de documentos em grupo dificultou o processo de tratamento de informação e, consequentemente, atrasou um pouco o desenvolvimento geral do projecto.
Outro obstáculo passou pela falta de resposta de várias entidades a solicitações feitas pelo nosso grupo de trabalho; em vários casos nem uma resposta negativa recebemos, não recebemos nenhuma resposta.
Nas visitas às grutas deparámo-nos com outra dificuldade, bastante difícil de ultrapassar: A fraca iluminação impediu-nos de registar imagens em vídeo.
Apesar destas dificuldades/obstáculos, o grupo considera que a exequibilidade do projecto está garantida.
2.5. Outros elementos de avaliação
2.5.1 Blog
Quanto ao blog há que referir que a sua manutenção apesar de não ter sido ainda muito regular, já foi mais regular que durante o 1º período.
Todavia, manteve-se o facto de que em época de testes, a disponibilidade dos elementos do grupo tornou-se mais reduzida. Deste modo o blog acabou por ficar desactualizado durante alguns períodos longos de tempo, o que é de se evitar no futuro.
2.5.2. Dossier de projecto
Neste segundo período, surgiu a proposta de realização de um dossier de projecto. Tal elemento de avaliação consiste num documento constituído pelo conjunto de materiais recolhidos/produzidos pelo grupo e que reflectem o trabalho desenvolvido para o projecto. O dossier permite reflectir acerca da evolução, calendarização e avaliação do Projecto.
Surgiram algumas dificuldades, na medida em que foi um trabalho completamente novo para nós, já que nunca tínhamos desenvolvido nenhum deste tipo (ainda que, em alguns pontos, se assemelhe ao portfolio também desenvolvido). Todavia, as fichas orientadoras que o professor disponibilizou foram suficientemente elucidativas.
Foi uma actividade que se revelou trabalhosa, que levou algum tempo a ser concluída, e que não consideramos ser muito útil para um tipo de projecto como o nosso, ainda que compreendamos que seja vantajosa para que o professor ou alguém exterior ao projecto consiga ter uma visão global de todo o trabalho desenvolvido.
3. Reformulações do projecto
Ao longo do 2º período, a dúvida em relação há necessidade de efectuar algumas alterações relativamente ao projecto originalmente previsto surgiu por várias vezes.
Porém, nunca o grupo fez nenhuma reformulação ao projecto inicial, e também não é agora que o pretende fazer.
Mas, há que considerar que neste período atrasámo-nos um pouco em relação ao que estava previsto, e se não recuperarmos o tempo perdido, teremos então de reformular o projecto, o que provavelmente terá como consequência a produção de produtos finais menos ambiciosos.
- Recolha de imagens (fotografia e vídeo) a incluir nos produtos finais;
- Conclusão da análise e do tratamento de toda a informação recolhida;
- Início da produção dos diversos produtos finais
(Este planeamento foi definido aquando da elaboração do pré-projecto.)
Consideramos então que não cumprimos todos os objectivos estabelecidos para este 2º período, pois planeávamos analisar mais informação do que a que efectivamente analisámos.
Assim, no terceiro período, como já mencionado anteriormente teremos de acelerar o ritmo de trabalho para conseguir concretizar o projecto que ambicionamos.
5. Planificação do projecto
Delineámos calendarizar as futuras tarefas da seguinte forma:
3º Período
- Conclusão dos produtos finais;
- Difusão dos produtos e de propostas de intervenção futura.
6. Conclusão
Terminado o 2º período de aulas, efectivamente é tempo de se fazer um balanço geral deste.
Realizámos tarefas bastante distintas das do primeiro período, bastante mais concretas e relevantes para a concretização do projecto em si.
Constatámos que existem aspectos a melhorar para o próximo período, sendo que o empenho de todo o grupo tem de aumentar a fim de permitir que as dificuldades sejam gradualmente ultrapassadas.
Com os atrasos que surgiram ao longo do 2º período, o 3º período adivinha-se mais árduo… Muitas são as tarefas a realizar, e a elaboração deste relatório consciencializou-nos bastante disso mesmo.
Tal como anunciado no post anterior, hoje o nosso grupo participou na oficina de Geologia.
Dois elementos do grupo explicaram às crianças de uma forma interactiva o que são as grutas e como se processa a formação das estalactites e as estalagmites, utilizando a experiência efectuada há um mês. Aproveitámos também para mostrar uma estalactite e uma estalagmite.
Os outros dois elementos ficaram responsáveis por desenvolver o tema referente aos fósseis – o que são e como se formam – e desta forma aproveitaram para mostrar alguns exemplares de fósseis, tais como: amonites, trilobites e bivalves.
Tal como era de esperar, encontrávamo-nos um pouco nervosos, pois nunca tínhamos participado numa actividade deste tipo, uma vez que o publico alvo não era nosso conhecido.
No entanto, correu tudo bem. Fizemos o nosso melhor para que as crianças compreendessem o que queríamos transmitir acerca de alguns aspectos geológicos, que se encontram relacionados com o nosso projecto.
Depois da entrevista dada ao jornal "Correio Popular", o nosso grupo associa-se agora a uma iniciativa conjunta do Município de Peniche e da Escola Secundária de Peniche que se encontra integrada na comemoração do Ano Internacional do Planeta Terra (2007 - 2009) – mantemos assim uma participação socialmente activa no meio local.
"Uma viagem com os pés e as mãos na (nossa) Terra" é o nome da referida iniciativa, destinada aos alunos do 3º e 4º anos do Ensino Básico. Esta iniciativa pretende contar a história geológica de Peniche através de actividades experimentais.
Como o projecto do nosso grupo envolve o estudo de aspectos geológicos das grutas calcárias do Planalto das Cesaredas, serão essencialmente aspectos relacionadas com as grutas que iremos abordar e apresentar na iniciativa.
- São aves nocturnas?
Os morcegos não são pássaros mas sim mamíferos, os únicos mamíferos que voam, graças às membranas que unem os seus dedos.
- Como se movem na escuridão?
Os morcegos são animais nocturnos que se podem mover na escuridão, pois possuem uma espécie de sistema de eco que consiste na emissão de sons de alta-frequência que ao chocar com um objecto reflecte o som, assim os morcegos podem calcular a distância a que se encontram do objecto.
- São todos iguais?
Em Portugal continental, existem 24 espécies, que diferem relativamente ao tamanho, ao aspecto e costumes.
Todos eles são insectívoros e utilizam a localização sonora para capturar as suas prezas.
- Como vivem?
Na primavera, as fêmeas, reúnem-se em colónias, dando à luz uma só cria, que estão num período de latência durante
Durante o Outono tem lugar o acasalamento, que coincide com a chegada do frio e a escassez de insectos. Os morcegos procuram um lugar tranquilo onde reduzem a sua actividade metabólica e hibernam, até à primavera seguinte em que se inicia de novo o ciclo.
Um morcego come metade do seu peso em insectos todas as noites, o que pode variar entre
- Onde se refugiam?
Os morcegos precisam de lugares tranquilos onde se abrigam durante o Inverno e o dia. Algumas espécies utilizam, quase sempre, grutas e minas, outras procuram buracos nas árvores e outras gostam de casas e outras construções humanas.
Se o morcego estiver acordado, deve-se abrir as janelas quando escurecer para ele sair, ou levá-lo com cuidado e com luvas, porque eles podem morder, para uma caixa e deixá-lo acalmar até que seja de noite para que o possamos libertar de um sítio alto. Se se tratar de uma cria que não sabe voar, colocamo-la, ao anoitecer, num poste de madeira, o mais perto possível do local onde foi encontrada; ela vai emitir sons para chamar a sua mãe que a virá buscar.
Como apresentado no vídeo publicado a 5 de Novembro, aquando da primeira visita do grupo a uma das grutas existentes no Planalto das Cesaredas, concretamente na povoação dos Bolhos, foi possível observar-se um morcego.
Foi a partir desse contacto com um morcego que o nosso interesse e curiosidade por estes seres despertou.
Assim, contactámos (por mail) o Prof. Jorge Palmeirim, da FCUL, especialista em morcegos, para obtermos mais informações. Este remeteu-nos para outra especialista, cedeu-nos o contacto da Dra. Luísa Rodrigues, do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, para esta nos disponibilizar informações especificamente sobre a zona do Planalto das Cesaredas.
A resposta foi rápida, e segundo as informações recebidas, na gruta que visitámos nos Bolhos (perto da localidade de Serra d'el Rei), existem centenas de morcegos, de várias espécies:
- Morcego-de-peluche - Miniopterus schreibersii (Criação e hibernação)

- Morcego-de-ferradura-mediterrânico - Rhinolophus euryale (Hibernação)

- Morcego-de-ferradura-grande - Rhinolophus ferrumequinum (Indivíduos isolados)

- Morcego-de-ferradura-mourisco - Rhinolophus mehelyi (Indivíduos isolados)

- Morcego-de-franja - Myotis nattereri (Indivíduos isolados)

- Morcego-rato-grande - Myotis myotis (Época de criação, mas não há confirmação se criam neste local)

Foi esta última espécie (Myotis myotis) que o nosso grupo possivelmente observou quando visitou a gruta, pois apesar da fraca qualidade do registo fotográfico que foi feito, a partir do mesmo, a Dra. Luísa identificou a possível espécie presente.

Assim, relativamente às grutas, para além de conhecimentos da Geologia e da Espeleologia, também os saberes da Biologia revelam-se importantes para o desenvolver do nosso projecto.


Como apresentado no post anterior, hoje o nosso grupo de trabalho foi entrevistado pelo jornalista José Manuel Lourenço, do jornal “Correio Popular”.
Os elementos do grupo encontravam-se ligeiramente nervosos antes da entrevista, pois nunca tinham tido nenhum contacto directo com órgãos de comunicação social. Todavia, encontravam-se totalmente confiantes que saberiam responder a todas as perguntas efectuadas, de forma clara e simples, mas rigorosa.
A entrevista revelou-se bastante agradável, devido ao clima informal que se estabeleceu com o jornalista. O grupo apresentou o contexto em que surgiu o projecto, em que consiste o projecto, e quais os principais objectivos do mesmo, para além de especificar as suas várias fases, especialmente a fase de recolha e tratamento de informação. A conversa foi curta, demorou cerca de vinte minutos, pois respondeu-se prontamente às questões.
Como um dos grandes objectivos do projecto passa pela divulgação da zona do Planalto das Cesaredas considerou-se de grande interesse e importância dar esta entrevista, a fim de difundir de forma mais abrangente o que pretendemos realizar.
O grupo agradece a oportunidade ao jornal e espera ansiosamente pela publicação da próxima edição.
O nosso grupo foi contactado para dar uma entrevista a um jornal local, intitulado “Correio Popular”.
Fomos contactados por e-mail pelo jornalista José Manuel Lourenço, o que nos deixou um tanto ou quanto surpreendidos – não esperávamos que, pelo menos para já, o nosso projecto fosse reconhecido para além do meio escolar.
Marcámos então a entrevista para depois de amanhã.
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